nilson oliveira - poesias
Estava esperando meu amor com toda a poesia que ela merece! Que bom que ela chegou e faz parte intensa da minha vida!
Quem sou eu
Sou muito amado, por alguém muito especial, que me enxerga da forma que realmente sou, que me mostra detalhes que nem percebia, e que me convenceu que a vida mentiu até agora para mim... Por isso vou é sorrir, vou esbanjar felicidade, vou viver, com tudo o que isso significa, e vou dividir isso com todos que estiverem perto! Meu amor, minha Menininha linda, você é o meu presente de vida! Não há como não ser feliz com você ao meu lado! Da contradição que sou, você é o único horizonte perfeito, e vou me vestir de todas as cores que te mereçam, vou me vestir para você, vou sorrir para você, vou viver para você!!!
13.4.07
31.3.07
Pedacinhos de mim...

EU ACHO que vale a pena amar, mesmo com tantas pressões e impressões para o não amar.
*
EU QUERO continuar me entregando por inteiro ao meu amor e me esforçar por sua felicidade.
*
EU TENHO uma mala com roupas e três caixas de papelão com meus cds, fotografias, lembranças e livros...
*
EU DESEJO uma vida tranqüila ao lado do meu amor e das nossas pessoinhas tão especiais.
*
EU ODEIO o tempo, a distância, o egoísmo e a inveja em tantas pessoas...
*
UTOPIA é o mundo melhorar com o esforço humano.
*
SINTO SAUDADES do meu amor, muita saudade dos nossos momentos, das coisinhas lindas que fazemos juntos.
*
EU SINTO pena dos que sofrem muito.
*
EU ESCUTO mal....estou ficando surdo...rsrsrs Música, música, natureza, rio, pássaros, noite sem movimento...
*
EU CHEIRO a roupa do meu amor, o seu corpo, o seu cabelo...
*
EU IMPLORO paz, sempre...
*
EU PROCURO respeitar meu próximo, tratá-lo com dignidade
*
EU ME PERGUNTO por quê a maioria da humanidade se sujeita a levar uma vida sem questionar nada, passivamente, seguindo tudo sem pestanejar.
*
EU ME ARREPENDO de ser tão imaturo em horas que não deveria.
*
EU AMO a Deus, amo a Juliana e os meus filhos, e amo os amigos, os poucos amigos que tenho.
*
EU SINTO DOR intensa de alma quando vejo tanto sofrimento, tanta injustiça e ainda assim as pessoas viverem como se tudo estivesse bom.
*
EU SINTO FALTA do meu amor, sempre, constantemente.
*
EU ME IMPORTO com as pessoas, com a natureza, com as conseqüências do que faço.
*
EU NÃO consigo ser otimista apesar de tentar tanto.
*
EU ACREDITO que Deus vai agir para mudar o mundo e transformá-lo num lugar melhor.
*
EU DANÇO péssimamente. Mas meu amor vai me ensinar pois acho lindo quem sabe dançar.
*
EU CANTO sempre, sempre estou cantando a trilha sonora da minha vida. Tenho uma música para cada palavra, cada momento.
*
EU CHORO de saudade do meu amor, choro diante do sofrimento dos outros, choro em filme e notícias tristes.
*
EU FALHO em não perceber perigos, perigos de mim mesmo, perigo nos outros. Muitas vezes sou crédulo, outras ingênuo, muitas vezes teimoso.
*
EU LUTO pelo sonho de viver ao lado do meu amor para sempre, luto incansávelmente, e sei que vamos conseguir.
*
EU ESCREVO minha alma, meus sonhos, meus desejos, tudo que há em mim, escrevo nas palavrinhas que brotam do meu coração.
*
EU ME CONFUDO com nomes, sempre...rs
*
EU NORMALMENTE SOU ENCONTRADO bem arrumado, bem vestido e atento a tudo o que acontece ao meu redor.
*
EU SOU romântico, atencioso, carinhoso, brincalhão, perfeccionista, bem humorado, bom ouvinte, e eu não acredito não, mas meu amor disse que sou sedutor e elegante...rsrsrs e pior ainda, disse que sou lindo...rsrsrs
*
EU FICO FELIZ quando estou com meu amor e também quando estou com meus filhos.
*
EU TENHO ESPERANÇA de que no futuro o mundo será melhor, que Deus agirá para arrumar as coisinhas aqui nessa Terra tão cheia de problemas, sofrimento e injustiça.
*
EU ESPERO a minha vez. Sempre espero.
*
EU PRECISO de muito amor, de atenção, de afeto, tudo o que o meu amor faz por mim tão belamente. Ela me completa perfeitamente. É um presente que não mereço essa menininha linda!
*
EU DEVERIA ser mais equilibrado, mais sério em algumas coisas, mais tranqüilo em outras, mais sereno e sábio em tudo.
***
*
E convido a Kaká e a Cida para brincarem com essa tarefinha...
* * *
17.3.07
Amor Criança...

A minha amada
Tem os olhos de uma criança
Com todos os sonhos e fantasias
E encantos...
Ela tem a simplicidade
Atraente do amor
Amor em pétalas
Pétalas infindáveis
Infindáveis e perfumadas...
Aroma estonteante
Fragrância rara
Rara e perfeita
Perfeita e única
Única e deliciosa
Extremamente deliciosa...
E minha alma
Se embriaga com esse amor
E me deito em suas pétalas
Que me abraçam
Me seguram
Me acariciam
Me fazem flutuar...
E juntos nos divertimos
Com cantigas infantís
Com tolices exuberantes
Próprias dum amor criança...
A minha amada tem
O coração de uma criança
Uma criança alegre e feliz
Feliz
Feliz me faz
Por me abrigar nessa casinha de barro
Como a casinha de um pássaro
Amor com asas,
Asas, asas enormes...
Voa alto, voa longe, voa livre...
E nosso amor tem todo esse céu
Todo esse céu azul
Azul, azul, azul
Azul e infinito...
*.*
Meu amor lindo e único, você está me presenteando com dias felizes, únicos, que ficarão para sempre gravados como dias do nosso amor!
Isso é nosso! Que bom que sabemos nos fazer felizes assim!
Tô chique agora!
Sou destaque no Top Net, da Tetê
Mas não consegui colocar o selo aqui viu Tetê. Briga comigo não.
Briga com o meu amor!
Obrigado pelo reconhecimento, por ter gostado das minhas palavrinhas.
Site da Tetê: www.topnet.myblog.com.br
21.2.07
Meus filhinhos são presentes lindos e perfeitos que o Criador me deu, são poesias contrastantes, mas que se complementam num quadro belo e raro!
Quero uma casa cheia de sorrisos
Com a porta da alegria sempre aberta
Cores de felicidade nas paredes
E um arco-íris em cada janela
Para que em cada passo seu
Haja um abraço meu
Só para te contentar.
Naquele tempo seu chorinho será doce melodia
A embalar os meus dias.
E que exultação será
Quando sem mais nem menos
Teus olhinhos brilharem de carinho.
Preparando o coração do nosso lar
Com todo o amor que existe
Para ser seu quando você chegar...
15.2.07
Meu Coração Para Você

O meu coração é um campo aberto, verde, florido,
Repleto de árvores frondosas
Que fazem sombra eterna para o nosso amor...
Nesse jardim você percorre livre,
Com os braços soltos, como que voando de tanta felicidade...
Seus cabelos dourados estão sempre enfeitados,
Graciosamente enfeitados com as flores da primavera,
Que formam a coroa de sua majestosa beleza...
Nos aconchegamos sob árvores,
Rolamos na grama da alegria que sempre toma conta de nós
E nos entregamos ao amor que preenche nossas almas,
Preenche infinitamente...
Meu coração é um céu azul, imenso céu azul,
Com os nossos sonhos e esperanças como sol,
E ao anoitecer há as estrelas que vigiam
Todos os nossos desejos meu amor sempre lindo...
Há inúmeros pássaros e borboletas se divertindo
Com as nossas brincadeiras, e danças, e carinhos...
Seu corpo delicioso está em todos os horizontes
Sempre me convidando para o prazer,
Nesse formato só seu que se encaixa
No abraço perfeito, no meu abraço feito só para você
Onde o calor se mistura, nos mistura, nos entrelaça
Enquanto beijos e beijos produzem o gosto de paz...
O meu coração é um rio, enorme rio, quase oceano,
Águas, águas e águas correndo para você
Para envolver teus seios doces, tenros, delicados
Que buscam minha boca como fonte, como cachoeira,
Para prazeres, torrentes de prazeres
Como os sons de quedas d’água profundas
Suspiros dos nossos corpos molhados, encharcados,
Extasiados, completamente tomados do deleite...
E você flutua nessas águas, agora calmas,
Para acolher o seu descanso em meu peito
E a vida corre, passa tranqüila pelas margens
Onde o amor, o nosso amor, é abundante e feliz!
31.1.07
Palavrinhas lindas que meu amor me presenteou, como flores ao amanhecer, enfeitando minha alma com o amor imenso que há em nós!

21.1.07
Faz um ano que você deu o primeiro sinalzinho e desde então mora para sempre em meu coração...

Estão sobre os ombros de curvas perfeitas
Os cabelos dourados, belos, delicados,
Sempre prontos para todos os meus afagos...
Meus olhos percorrem seu doce corpo nu,
Buscam os sinais de excitação
Que me convidam silenciosamente para o prazer...
Mas me recuso
E fico me deliciando em contemplar
O abrigo dos meus sonhos mais secretos
Que você generosamente realiza com todos os sorrisos
Que a felicidade te deu...
Conheço os caminhos,
Todos os caminhos do seu corpo
De um jeito só meu
Mas todas as vezes sou surpreendido
Assim como ocorre com o sol
Que nunca se mostra igual a cada amanhecer...
E sempre é delicioso te possuir
É sempre único viajar em sua alma perfeita
E me banhar em cachoeiras abundantes
Repletas do amor que há em seu coração
Que me preenche plenamente,
E deixa flutuar as pétalas dos meigos sentimentos
Como rosas suaves
Colhidas do jardim cultivado
Em frente da varanda do lar infantil
Com a rede mirando o horizonte
À espera da vida transformar-se em poesia...
19.01.07 0,01 hs
14.1.07

SINAIZINHOS (Nilson Oliveira)
Segui todos os sinaizinhos, rastros perfumados
com a mais rara essência do amor,
e fiquei ainda mais envolto com todo o sentimento
que existe imensamente em nós...
Saudade sempre machuca
pois transforma estupidamente horas
que seriam de felicidade em tempo interminável de espera...
e assim espero, e assim esperamos...
Mas sei, tenho certeza,
que essa saudade não resistirá a força do nosso amor
e será esmiuçada definitivamente,
transformada em diminutas e insignificantes partículas de pó
que se perderão no caminho da nossa felicidade!
Mesmo essa saudade, porém,
não consegue tirar, não consegue diminuir
a sua presença no meu pensamento,
onde sabes que é morada constante de nossas lembranças e sonhos,
sonhos que se realizarão inexoravelmente!
2.1.07

SILÊNCIO (Nilson Oliveira)
Não importa, quero o silêncio.
Deixa-me calado,
Deixa-me ficar de olhos fechados...
Não quero mais fingir coragem,
Não quero mais argumentar com o tempo.
Vou esquecer os horizontes,
Vou vomitar os sonhos,
E adormecer a esperança...
Estou realmente cansado,
Não dá para perceber, eu sei,
Mas estou muito cansado.
Talvez pela inexistência de lágrimas
Até o sofrimento fica confuso
E sentir ou não sentir
Não faz nenhuma diferença.
Mas, por favor, não se incomode com isso,
Por favor, passe adiante,
Ignora-me,
Deixa-me despedaçar em minha insignificância.
Logo viro pó,
Logo serei esquecido,
Logo nada mais fará sentido...
Adeus para mim mesmo.
Adeus...
1.1.07

17.12.06

10.12.06
TUDO POR VOCÊ

Vou engolir meu orgulho,
Nosso amor continue resistindo,
Crescendo,
Farei tudo para fortalecer o nosso amor
Serei todos os personagens que esse teatro estúpido exige,
Me transformarei,
26.11.06

Tempo, tempo, tempo...
Quero o silêncio, silêncio de morte ou de vida,
25.11.06
A história do amor lindo por minha Menininha!
Quero cantar seu sorriso
Que surge suave
E desabrocha docemente dos seus lábios,
Lábios perfeitos
Resultado de todas as equações e cálculos divinos
Com que o Criador te presenteou
- Somente a você presenteou
Com este desenho delicado e único
- Desenho de felicidade!
Que os meus olhos foram privilegiados de encontrar.
Quero eternizar sua alegria
Alegria de viver
De oferecer suas mãos,
Mãos que se multiplicam infinitas
Ao encontro de mãos de amizade
Que se unem, se tocam, se fortalecem
Se cuidam ternamente
E atingem corações com a essência do amor.
Quero me perder no espelho dos teus olhos
Olhos de brilho azul, com todas as nuanças da paixão
Para gravar cada movimento,
E decifrar cada enigma
Enigmas de olhos de mulher
Com linguagem peculiar, repletos de segredos
E desejos quase inconfessáveis...
Completo assim a poesia de sua face
Com todos os encantos que te formam
E fixo essa imagem de rara beleza
E te levo como tatuagem
Por todos os caminhos que percorreria
Com o sonho de sua companhia.
BARQUINHO DE PAPEL (Nilson Oliveira)
Como um barquinho de papel
Meu frágil amor
Flutua no lago calmo do seu coração...
E minhas mãos trêmulas buscam insistentes
O afeto e a segurança do seu abraço
E me acalento com o sonho
De tê-la como testemunha de minha vida
Para que tudo passe a ter algum sentido.
Me perco neste enigma
E persisto por horas para decifrar
Seu olhar intrigante,
Suas palavras quase perfeitas,
E o som suave da sua voz que imagino...
Com essa imagem de fantasia
Vou construindo a história de nossas vidas
Como se você participasse realmente dos meus dias
E eu tivesse plena certeza do seu sentimento
Sentimento delicado e singelo
Que me impele como vento forte
Em busca da sua companhia
Para que o tempo se desvencilhe da esperança
E transforme este amanhã em hoje
Para sempre!
(11.08.06 1,12hs)
BIRD (Nilson Oliveira)
Estou olhando para o alto dessas árvores
Tentando encontrar algum ponto no céu azul
Que me ligue definitivamente a você...
E me dou asas
Asas fortes e resistentes
E me entrego a esse vôo rumo ao seu encontro.
A paisagem transforma-se lindamente
Pois a sua face me acompanha em todos os caminhos
E consigo ouvir todas as suas canções de felicidade...
Essa brisa suave enche de vida o meu peito
E me conduz velozmente sobre o seu corpo
Tão belo, tão perfeito
E avidamente desejado por mim.
Me perco nele para desvendar todos os segredos
Segredos de prazer que são sussurrados ao meu toque
Em arrepios que denunciam seu êxtase.
E não me canso de percorrê-lo
Mais uma vez, e mais uma vez
Para que eu te proporcione estremecimentos contínuos,
Até desfalecermos embriagados de paixão.
E então busco refúgio em seus olhos
Olhos sorridentes, repletos de ternura
E faço do seu coração o meu ninho
E me acalento desse amor
Mesmo que impossível
Suas mãos são o meu abrigo de alma
De seus lábios macios espero cada palavra
De seus lábios delicados espero a oportunidade
De experimentá-los longamente
Para sentir o seu sabor,
Para sentir o seu calor...
E eles serão meus
Sempre e somente meus...
Deixo com você este sentimento
Como frágil avezinha presa em gaiola
Abra todas as janelas!!!
E dê liberdade a esse amor!!!!
(14.08.2006 2,52 hs)
O MAR DO SEU CORPO (Nilson Oliveira)
Estou diante do mar dessa paixão
(12.08.2006 23:25 hs)
DELÍCIAS DA MENININHA (Nilson Oliveira)
Há uma cena que se repete em minha mente:
É você desnudando teus seios maravilhosos
E me presenteando com essa visão perfeita
De entrega suave e delicada,
Onde gravei por completo sua sensualidade como tatuagem
E usufruí prazeres generosos
Que me impeliram a buscar ainda mais o seu corpo,
Todo o seu corpo repleto de paixão...
E não fujo de sua vulva deliciosa, de formato gracioso,
De onde consigo extrair o mais precioso líquido
E me embriago com seus gemidos sonoros
Que estremecem toda a natureza que nos rodeia.
E uso todas as minhas forças para contê-la
Em abraços selvagens e debatidos
Com um querer não querer
Com repulsas e súplicas não atendidas
Para tolamente tentar domar membros ensandecidos
Que por fim são abatidos pelo gozo incontrolável...
Depois há um longo silêncio, um longo silêncio
Onde nossos olhos se admiram
E transmitem todas as palavras que ainda não existem...
E quase disfarçamos a saciedade,
Saciedade imediatamente esquecida
Quando mais uma vez nos usufruímos
E mais uma vez, e mais uma vez,
De todas as formas e maneiras
Até que por fim desfalecemos
Aconchegados um no outro...
E sonhamos sorridentes com o próximo encontro,
E somos levados a um tempo
Onde nos livraremos completamente da saudade
E teremos a companhia da felicidade
Como se fosse antiga cúmplice
Cúmplice tão íntima de nossas vidas
Que esbanjaremos alegria
Até o fim de nossos dias!
(15.08.06 22:58 Hs)
CANÇÃO PARA MENININHA (Nilson Oliveira)
Canto a sua ausência, mesmo com o sofrimento que ela causa,
sei que sem perceber começa a sorrir sozinha
que mesmo sozinha estou segurando em
brincando com você.
com sua imponência demulher-menina-sabe-tudo.
Mas sempre te olho docemente,
pois extraio sempre asua essência,
o seu amor verdadeiro e eterno.
repito incansavelmente seu nome no meu íntimo
(16.08.06 17:40 hs)
MENININHA (Nilson Oliveira)
A suavidade da chuva
trouxe vida ao meu coração deserto,
encharcou minha alma de esperança
e fez brotar todas as flores
neste jardim outrora incerto.
Cultivo raros sentimentos
semeados por tuas mãos generosas
nos canteiros do meu mais profundo íntimo,
que rapidamente se tornaram
árvores belas e frondosas,
agora refúgios silenciosos
para esse amor intenso, forte e puro...
O sol da sua presença
eterniza meus dias antes desperdiçados
e me alegro com todos os amanhãs,
e avanço ao seu encontro
amada Menininha,
para que com mãos entrelaçadas
alcancemos os melhores horizontes
de nossas vidas...
(17.08.06 - 2,20 hs)
ACALANTO (Nilson Oliveira)
No céu noturno
um manto de estrelas brilhantes
servem por testemunhas desse momento sublime:
Entre árvores imponentes
mas emudecidas pela brisa refrescante
aconchegam-se numa rede fina e delicada
um casal enamorado que descansa.
Busca revigoramento depois de um dia de intensa paixão.
- Silêncio noite maravilhosa!
- Silêncio para esse descanso!
Que o vento os embale com cuidado,
para não despertar esses corpos
abatidos pelo prazer.
E lua, seja tímida com seu reflexo de luz!
Dê-lhes apenas suave sombra.
Toda a natureza, aguarde ansiosa
o cantar da aurora festiva
que trará vida nova a esses corações
agora prontos
para mais encontros de amor!
(18.08.06 0:29)
SAUDADE (Nilson Oliveira)
A nossa rede de amor
Encontra-se ali, imóvel e vazia
Preenchida apenas com a saudade
de nossos corpos agora distantes...
Nela encontro seu perfume de rara fragrância
e fecho os olhos
e chego a sentir sua presença,
meiga menininha,
e até toco seu corpo no ar
num abraço aconchegante, repleto de ternura
que me transmite seu calor...
Me delicio com todas as sensações
da sua agradável presença...
É claro que a realidade me desperta
e a solidão chega a sentar-se comigo,
por pouco tempo, bem pouco,
mas imediatamente sou preenchido
pelos melhores sentimentos
que deixaste em meu coração...
E sai de mim um sorriso de felicidade
confiante do seu retorno tão aguardado
e mais uma vez nos embalaremos
com os melhores pores-do-sol de nossas vidas
tempo que usufruiremos
todos os horizontes
que merecemos!!!
(18.08.06 21,26 hs)
JARDIM (Nilson Oliveira)
Num jardim inesquecível
sobre o verde gramado aconchegante
há o seu corpo tomado pelo sol
e eu debruçado, me embriagando com a sua beleza...
Tenho o seu suave rosto em minhas mãos
e me eternizo em seus doces olhos
como que gravando uma cena única
válida por todos os demais dias de um tempo sem valor...
E quero apenas seu beijo de ternura
onde nos entregamos aos melhores sonhos
com fantasias de prazer intenso...
Assim vamos nos usufruindo
até surgirem as sombras do entardecer
para sermos completamente absorvidos
pela noite de estrelas milhares
reluzindo nossa nudez de alma
nos brindando com o silêncio do sentimento puro
até que adormecemos abraçados
com estampados sorrisos de felicidade
imobilizados pela expectativa do amanhecer de flores
Todas as flores!
Todas as cores!
Todos os aromas!
De nosso imenso amor!
26.08.2006 23:23 hs
PRESENTE (Nilson Oliveira)
Gosto quando você se veste de sensualidade
E me oferece seu maravilhoso corpo
Como delicado e gracioso presente...
Tens a forma de suave desenho
Com irresistíveis seios doces,
Firmes, altivos e perfeitos,
Adornados por preciosos cabelos ruivos
Que se debruçam como cortinas majestosas...
E mãos harmoniosas
Que deslizam pelo ventre desejado
- caminho natural para sua bucólica floresta,
eterno abrigo do nosso prazer...
No encontro silencioso de olhares de êxtase
Nos embalamos nesta dança,
E nos misturamos, e nos consumimos
E repetimos todos os passos
Como numa ciranda infantil...
E há tantos sorrisos de felicidade
Que eternizamos este momento
Como num quadro precioso
Repleto de cores indescritíveis
Do nosso amor,
Nosso único amor,
Para sempre!!!!
(31.08.2006 2,25 hs)
DIAS (Nilson Oliveira)
Houve um amanhecer diferente de todos os outros,
Em que você surgiu como um sol de alegria
Iluminando todos os caminhos
De um coração por muito tempo anoitecido,
E que transbordou com dias de primavera
Com todas as flores e belas borboletas,
Com todas as árvores grandiosas e pássaros
E a natureza bradou gritos de esperança
Que ecoaram por todos os horizontes...
Houve um anoitecer sombrio
Que arrogantemente zombou da canção
E absorveu todo o verde por eras cultivado
Deixando apenas silêncio neste coração agora deserto.
Volta menininha!
E traga nova aurora para minha vida desperdiçada.
Volta! Dê do seu amor sem medida
E vamos juntos nessa trilha de felicidade
Onde você é sempre o repouso do meu abraço
A fonte deliciosa de beijos
E o refúgio definitivo do nosso prazer!!!
(05.09.06 0,41 hs)
MANGUEIRA (Nilson Oliveira)
Naquele quintal de lembranças
Há uma mangueira quase centenária
Onde ao redor,
Mãozinhas infantis plantaram sementes de sonhos,
Sementes de belas flores coloridas
Com o singelo perfume da alegria.
Quantas histórias guardadas pela sombra
dessa árvore generosa!
Quantos sorrisos e gargalhadas!
Quantas brincadeirinhas pueris
sobre folhas ressequidas absorvidas pelo solo!
A rede balançou sempre,
embalando o cansaço
impelindo a esperança
alimentando desejos
confortando os medos
até o dia em que a doce criança
estava pronta para entrelaçar as mãos do amor
por tanto tempo aguardado...
Agora eles descansam abraçados,
Encostados no tronco da aconchegante mangueira
Com os olhos mirando horizontes
Confiantes no futuro de felicidade
Onde todos os dias colherão frutos de paz!
(09.09.06 1,28 hs)
PRESENÇA (Nilson Oliveira)
O doce som da tua voz
Preenche por completo a minha alma,
E meus olhos, revestidos do seu amor,
Dão forma ao seu desejado corpo
Por todos os cenários e caminhos...
E assim, sinto e usufruo intensamente
A sua agradável companhia
E já tenho o jeito exato do teu sorriso,
E sei claramente os movimentos das tuas mãos,
O modo como ajeita os cabelos
E olha furtivamente para mim,
Dizendo-me neste quase silêncio
Um turbilhão de palavras e sentimentos
Que perduram por todos os dias do amanhã...
É por isso que diante de tantos sonhos,
A realidade mais aguardada é você.
O futuro continua um quadro sem cor,
Mas te esperar continua sendo meu exercício de vida,
E o nosso encontro será como o amanhecer de um belo dia,
Cheio de luz,
De alegria,
De esperança,
Que até a natureza se curvará
Diante da nossa felicidade!
(13.09.06 23,57 hs)
JANELA (Nilson Oliveira)
É tempo de te esperar, de olhar para o horizonte,
se fixar na nossa estrada, ficar atento a qualquer movimento,
alguma poeira, algum sinal de que vc está chegando.
E tempo de brincar com o tempo.
Olhar pela janela, mirar cada pessoa, cada rosto,
tentar descobrir sua face no meio da multidão.
É tempo de silêncio, enorme silêncio,
para conseguir ouvir ao longe alguma palavra tua,
o seu chamado que será vida para mim, sorriso, felicidade...
É tempo de dormir, sonhar com você, enganar a realidade...
É tempo de entoar canções que te tragam para mim,
que tenham nossos momentos,
que contem a nossa história...
É tempo de te ouvir na memória, suspiros, tons,
expressões únicas, melodias de prazer...
É tempo de preparar meu corpo, deixá-lo pronto para ti,
para a sua ousadia, seu êxtase,
de nos misturarmos tão plenamente que sentiremos tudo junto,
É tempo de te receber de braços abertos,
de dar vida à vida,
de caminharmos o resto de nossos dias.
Você é o único caminho que quero desfrutar,
todas as paisagens, todos os cenários,
só terão sentido se você estiver ao meu lado,
com tuas mãos entrelaçadas nas minhas,
e teus olhos como espelho dos meus.
Te amo intensamente .
Escolho palavras que te mereçam,
(20.09.06)
CORPO (Nilson Oliveira)
para meus sonhos de prazer e ternura!
para que seja parte definitiva de minha vida...
(24.09.06 0,25 hs)
ENCONTRO (Nilson Oliveira)
(29.09.06 1,38 hs)
ANDARILHO (Nilson Oliveira)
Ai, saara da saudade
Que será morada natural
(07.10.06)
RENASCER (Nilson Oliveira)
Os dias pareciam iguais
(11.10.06 0,12 hs)
PARTIDA (Nilson Oliveira)
Nuvens sombrias se apresentaram para a despedida...
Natureza toda revestida da tristeza que havia no poeta.
Menininha ficou debaixo do manto de algodão,
Olhando o horizonte que se perdia distante, sem cor.
Ambos tomados por sonhos e lembranças
Desejos e esperanças...
É necessário todo o silêncio
Para reverenciar todas as lágrimas de dor
Dor de saudade intensa
Tão intensa quanto o amor...
Os dias voltarão a ser lentos
Continuarão a zombar do sentimento
Mas os braços clementes
Permanecerão prontos para o calor
Do reencontro definitivo,
E olhares de brilho único
Nascerão com este amanhecer de felicidade
E nenhum muro mais se levantará
Para impedir a alegria
Que habitará para sempre
Em nossos corações...
(22.10.06 5,46 hs )
MENININHA II (Nilson Oliveira)
Olhos de suave castanho
De formato quase oriental
Com luz de intenso amor
Amor único, exclusivo para o poeta
Boca em forma de coração
Com lábio superior fino e delicado
Habilmente esculpido com covinhas irresistíveis
Que se apresentam no sorriso perfeito
Onde preserva o doce gosto do prazer
E desejos quase inconfessáveis
Rosto lindo e atraente
Com estonteantes cabelos loiros
Que caem como majestosas cortinas
Nos maravilhosos seios que se excitam
E se encaixam nas mãos do amado
O umbigo inicia um canteiro de pelinhos dourados
Quase imperceptíveis
Que conduzem à vulva de formato generoso
De pele macia e desenho suave
Fonte deliciosa de fina bebida, quase inebriante
E dos tremores do gozo múltiplo e contínuo
Corpo! Que corpo!
Exclusiva morada de todos os sonhos de felicidade!
(30.10.06 1,07 hs)
DESCANSO (Nilson Oliveira)
Quero me deitar sob alguma árvore frondosa,
criar todos os momentos que tanto desejamos,
Quero acordar só no dia,
quero pular todos esses dias sem cor,
(06/11/2006 12:36 hs)
LÁGRIMAS (Nilson Oliveira)
Hoje chorei de saudade
LIVRO (Nilson Oliveira)
Escolhi com zelo as folhas
Em que o tempo escreverá nossa história
Deixei prontas as páginas do livro do nosso amor
Separei todas as palavras
Palavras de alegria e felicidade
De encontros e prazer
De saudade e distância
Sonhos, desejos, esperanças
Tudo será misturado
Pelas mãos generosas da vida
De nossas almas unidas
De todos os sentimentos preciosos
Cultivados em nosso coração jardim...
Frases, parágrafos, capítulos
Capítulos
Capítulos
Quero todos, todos ao seu lado
Segurando suas mãos doces e macias...
No final estamos em nossa varanda
Em rede estendida como varal
E miramos um horizonte colorido
Habilmente tecido por nossas lembranças...
Nas reticências estão gravados os nossos sorrisos
Embalados por sublimes melodias
E nos entregamos ao abraço da eternidade
Realizados,
Completamente realizados...
(15.11.06 23,15 hs)
Por quê você se foi?
A porta ficou aberta como que esperando o seu adeus,
Que não houve, nunca houve...
As minhas mãos ainda sentem falta das tuas
E ainda há uma insustentável esperança
Alimentada pelas tolices de um coração que insiste em não ser só.
Por quê me deixou o medo, o pavor da existência?
Estou cansado de ser contado pelos dias
De um infinito que paradoxalmente se acaba
A cada instante que sou violentado pela realidade...
Insisto em palavras para descrever este sentimento odioso que é o amor
Que nos transfigura e fragiliza.
Continuo relendo as páginas surradas da vida
E concluo que tudo é tão eternamente velho
Muito e excessivamente velho.
Pois há tantos que, como eu, aguardam diante de uma porta estúpida,
Que ficam à espreita de alguma janela de vidraças turvas
Apenas olhando, olhando cegamente
Deixando a paz morrer de tédio.
Por quê você se foi?
Eu fecho a porta, eu fecho as cortinas,
Eu fecho os olhos, eu fecho o meu coração,
Eu paro a respiração,
Eu paro a respiração,
Eu paro a minha existência
Desapareço também para o nosso fatal desencontro...
Por quê você se foi?
Sombras, escuridão, abismos... Toda a dor em minha alma cansada...
Quero absorver intensamente toda a tristeza do mundo
As esperanças não alcançadas
Os filhos que não nasceram
O pranto das mães desconsoladas...
Quero sentir profundamente toda a dor
A dor de não ter amor, não ter paz,
Não ter futuro.
Pelo trabalho rotineiro de cada dia
A comida sem graça e fria
A desigualdade, a injustiça, o olhar distante,
A dor, toda a dor da infelicidade.
Quero aguardar a catástrofe silenciosamente
Com o meu cansaço estafante e descomedido
Pelo excesso das palavras, das mentiras, das ilusões
Dos pesadelos, tantos.
O horizonte se distanciando... longe... longe.
Quero chorar muito... Quero chorar muito
Sem nenhum constrangimento
Sem parar, sem parar.
Quero ser tragado pela realidade
E me esconder na sombra da minha insignificância
Para que num momento distante – se houver,
Eu possa despertar para um mundo
Agradável e melhor.
Há a angústia – profunda...
E a pressão sufocante de todas as paredes impede a opção de alguma saída.
Observo todos os objetos meticulosamente, tentando desviar meus pensamentos, meus delírios – toda a minha aflição.
Mas sou vencido e mais uma vez fixo o meu olhar no espelho.
Fixo intensamente meu olhar no espelho e sou bombardeado impiedosamente por todos os meus deslizes, meus fracassos, minha insistência pelo erro.
E julgo-me sem misericórdia, me acuso de todos os crimes e me afogo no meu desespero.
As lágrimas são cortantes e contundentes...
E me firo, e me firo, e me firo,
buscando algum alívio indulgente,
buscando um perdão a qualquer preço...
Mas percebo o brilhante escarlate escorrendo,
gotejando a dor insistente,
gotejando, gotejando, gotejando...
Inundando o frágil telhado da minha consciência,
Quase me adormecendo definitivamente,
Lentamente me atingindo.
E mesmo cerrando os dentes,
Não há como evitar o grito,
Não há como impedir o apelo,
E todos os braços e abraços,
E todos os clamores piedosos,
- Não conseguem convencer-me do amor...
Algum tempo depois eu desperto,
E a claridade me assusta.
- Será que recobrei a vida?
E permaneço dividido entre esse querer e o não querer,
Aguardando, desejando ansiosamente o próximo encontro com o espelho...
De maneira convicta, serena,
Sem arroubo.
Não estou mais interessado na alegria,
Na felicidade ou na esperança.
Quero apenas morrer
Um pouco a cada dia
Observando apenas, com desprezo
A vida esvair-se
Passivamente...
Também quero morrer sem pressa,
Não há mesmo sentido.
Minha essência é triste
E é só o que persiste
Alimentando uma fome de nada
Para nada
É só silêncio.
Teimosamente, quero sentir toda a dor
De agonizar lentamente
Sem me importar com os sons ou cenários,
Muito menos se há platéia.
É um espetáculo sem graça,
Completamente sem graça
Satisfaço-me com este espelho
Contundente e impiedoso
Que se torna obstáculo para qualquer horizonte,
Com este vazio de alma
Com este vazio profundo de alma...
De qualquer modo a escuridão não é de todo tenebrosa
Nem mesmo o tempo é angustiante.
O fim é inevitável
É resumo abjeto, apenas epitáfio
Deixo o pó possuir-me, absorver-me, extinguir-me
Num retorno inexorável
Para o início
Onde certamente deveria permanecer
Estagnado, inerte, só
Sem esta dor excruciante
De saber estar só
E ficar assim
Esquecido pelo tempo e pelo vento
Fazendo poeira
Na imensidão da minha insignificância.
Vida miudinha essa
Essa vida miudinha
Que já encontrei mastigada
E completamente sem gosto
Sem força, sem alma
Sem cor e sem luz.
Vida miudinha essa
Mesquinha e vazia
Que me vejo obrigado a ruminar
De cabeça baixa
Em passos desencontrados
Sufocados pelas cercas
Da ignorância e da hipocrisia.
Este silêncio infame do desprezo
Do olhar altivo da arrogância
Que mantêm este chão pisado
Sem qualquer perspectiva
Para a semente da esperança
Que não germina
E é apenas um feto
Estúpido e abortado
Que ainda assim insiste
Nessa vida miudinha
Vida miudinha essa...
Desculpe a estupidez
A rudeza do dia-a-dia.
Essa escuridão forçada que é a vida.
É terrível causar tanta destruição
E deixar melhores horizontes
Para caminhar à beira do abismo.
É doloroso esquivar as mãos
Para se alimentar da solidão
Apesar da intensa necessidade de companhia.
São meus passos fugindo
Das suas pequenas pegadas
Num esforço tolo e irracional de esquecê-los.
O que fazer com a sombra da alegria?
O que fazer?
A resposta que eu busco
Perdeu-se no vento
Desapareceu
E só restou o caminho dos descaminhos
O que faço com tanta dor
Com tanta angústia?
Sinto apenas
Dolorosamente sinto
Sinto muito
Sinto muito
SUBMUNDO (Nilson Oliveira)
As cercas são invisíveis, mas os efeitos da insensibilidade são espantosamente cruéis.
De um lado há a revolta com a opulência, a fartura e o olhar arrogante;
E do outro há o desprezo pela miséria, pela injustiça – o olhar é distante...
Há a letargia alimentada por uma falsa idéia de destino
Onde todos se embriagam pelo embalo da sorte infame
E aguardam passivos o cumprimento de falsas esperanças.
Como aceitar mentes infantis tão envelhecidas?
Como entender mentes envelhecidas tão carentes de compreensão?
Há a fuga recíproca,
Mas o encontro é inevitável.
O resultado é a violência
A violência do descaso, da exploração, do desperdício.
A violência da invasão, do ataque, de profundos ferimentos,
Ferimentos mútuos, contundentes, deploráveis.
E continua o esforço pela desumanização,
E continua o empenho pelo individualismo
E prevalece o abismo, a escuridão,
O silêncio amedrontador do futuro.
Fica o cansaço,
O vazio,
E não há dignidade para ninguém
Continuam todos a olhar para o outro lado da cerca
Com desconfiança, de braços cruzados,
De punhos fechados e
Com os corações apodrecidos.
ROTINA (Nilson Oliveira)
Os dias são artificiais:
O trabalho compulsório,
Os relacionamentos frágeis
E os caminhos estão todos pisados e repisados por pessoas sem rumo.
Todos se empenham por um ritmo, por uma harmonia,
Mas a paisagem contradiz o esforço
Pois há um persistente outono
Derrubando as folhas da esperança
E um vento distanciando a cinza primavera
E todas as faces são tristes, muito tristes.
Todos estão sobrecarregados pelo vazio dos sonhos
Talvez necessitemos de mais lágrimas
Para que alcancemos os abraços que tanto desejamos...
Estou cansado da minha velhice
Estou farto de despertar por tantos anos
E encontrar só a escuridão a cada manhã
E os amanhãs serão todos iguais, sempre iguais...
Mas anseio intensamente encontrar o silêncio
E poder abraçar a amarga paz da solidão eterna.
As medidas da vida são demasiadamente incompletas e insatisfatórias.
Quero apenas a medida definitiva da morte
E me saciar com seu derradeiro beijo
Entregando-me por inteiro
Em seu colo materno.
EPITÁFIO EM SONETO (Nilson Oliveira)
Os dias de fadiga passaram todos
E o tempo me levou como refém
Ficou a futilidade da minha poesia
Toda desperdiçada pelo seu desdém
Os versos foram desprezados
Por seus olhos e coração que não tenho mais
Tantos sonhos e desejos entrelaçados
Como ondas e ondas se perderam no cais
Restou apenas um sentimento como bruma
Tão breve para você e eterno para mim
Pena a vida insistir no não, quando queremos o sim
Eu me calo e me desnudo de todas as palavras
Me transformo num papel em branco inerte
E sou tragado sem resistência pelo abraço da morte
RETRATO (Nilson Oliveira)
Você se foi tão prematuramente...
A sua juventude permanece paralisada.
Mas eu, eu envelheço muito rapidamente.
E sofro por não mais ter imagens tuas.
Como seria você?
Que efeitos teriam todos estes anos?
Há nos meus passos – todos –
Sombras dos teus rastros
E ainda ouço ecos dos teus sorrisos diante de alguma paisagem.
Nestas lágrimas que se acumulam
Tento curar o peso da sua ausência.
Mas o silêncio aflige
E a solidão não é a melhor companheira...
Nestes tempos preenchidos pelo vazio,
Vou construindo amanhãs entardecidos
Vou me empenhando pela frustração de viver.
Eu tenho definhado
E as lembranças continuam marcando
As linhas do meu rosto,
Carregando com expressões de sofrimento e angústia
Diante de espelhos que insistem e retratar meu declínio.
Estou em busca do alívio
Da compaixão de dias melhores,
De alguma esperança casual...
Enquanto isso vou admirando sua face
Vou me embriagando com a ternura do seu olhar que me parece vivo,
E isso quase me basta,
Como o despertar de um sonho bom.
Você é o meu sonho bom
A única paz que me interessa
O aconchego derradeiro
Que aguardo ansiosamente.
Caminho solitário,
Determinado ao encontro do precipício.
Deixo que as tuas palavras vazias
Se percam pela estrada árida da hipocrisia
E desejo avidamente o silêncio da desesperança.
Sigo assim, finalizando os meus passos
Sem deixar qualquer resumo de existência,
Nenhuma foto ou estátua,
Nenhum quadro ou canção,
Nenhuma poesia, nenhuma palavra,
Apenas um testamento em branco,
Apenas uma lágrima de sangue,
- Resultado do desperdício de viver...
Caminho solitário,
Completamente desvinculado das tuas mãos.
Desnudado de todos os sentimentos,
Que me vi obrigado a vomitá-los ferozmente
Para aliviar o peso da minha alma.
Sigo assim, revestido desta leveza
Agora completamente desnecessária
Para esse encontro atrasado com a morte
Que ainda assim me abraça suavemente
Me envolve docemente
E me isenta de todo esse sofrimento
E cerra definitivamente os meus olhos
E petrifica no meu rosto um sorriso quase feliz.
Onze milhões de crianças morrem por ano de causas evitáveis,
São mais de trinta mil por dia,
Uma a cada três segundos
Um...
Dois...
Três...
Mais uma criança morreu...
Enquanto isso são gastos mais de um trilhão de dólares por ano
em equipamentos militares,
Ou quase duzentos dólares por cada habitante da terra.
É preciso gastar, é preciso proteger, é preciso matar
É preciso matar cem milhões de pessoas a cada século,
É preciso trucidá-las, mutilá-las, descartá-las...
Um...
Dois...
Três...
Consegue ouvir o choro da mãe com o filho esparramado nos braços?
Enquanto isso nossos semelhantes gastam trezentos e vinte bilhões por ano
No consumo de drogas,
Quase novecentos milhões de dólares por dia
Mais de seiscentos mil dólares por minuto
Para aliviarem o estresse,
Para se desligarem da realidade,
Para se entregarem a prazeres duvidosos...
Um...
Dois...
Três...
Percebe o olhar da mãe, completamente solitário e distante,
Querendo saber a razão de tanta injustiça e sofrimento?
Enquanto isso continuamos com nossas vidas equipadas e ocupadas
Envolvidos no círculo vicioso de consumir
De aceitar tudo o que o sistema nos oferece
Assim como o gado aceita o pasto
E rumina feliz, e rumina feliz, e rumina feliz
Engordando, engordando, engordando
Para depois ser executado e alimentar o seu dono ganancioso.
Um...
Dois...
Três...
Consegue imaginar o nome dessa criança,
Vê-la envolta em pano roto a caminho de sua rasa cova?
Não, mas nós somos abençoados,
Nossos filhos são saudáveis,
Nossa casa, nossa vida, nosso mundo é colorido e feliz!
E fechamos os vidros de nossos carros nas esquinas,
E desconfiamos da cor do nosso semelhante
E desconfiamos do olhar do nosso semelhante
Não, não, não!
Me esqueci. Eles não são nossos semelhantes.
São a escória, os desafortunados, os amaldiçoados, os pecadores, os imprestáveis.
E nós? Somos o quê?
Talvez diga que isso não é poesia,
Mas tampouco isso é vida,
Tampouco isso é humanidade,
Tampouco isso é sentimento.
Até quando continuaremos passivos,
Até quando continuaremos iludidos,
Até quando
Um...
Dois...
Três...
Lembre disso quando abraçar seu filho
Um...
Dois...
Três...
Lembre disso quando se olhar no espelho
Um...
Dois...
Três...
13.11.06
Anoiteceu...
A noite é alívio, é descanso, é sombra.
O amanhecer é luz,
É esperança... talvez.
A noite é sonho ou pesadelo.
O amanhecer é realidade:
De alegria, de dor,
De pranto ou canção...
A noite é medo,
É silêncio intenso
Apenas respiração de espera.
O amanhecer é ir
É trabalhar! É correr! É fugir!
É quase viver...
O anoitecer é chegar
É ficar sem saber porque ficar.
O amanhecer é morte:
Menos dia... menos dias;
Velhice, velhice – fim.
A noite é hipocrisia
É pecado sem alforria.
O amanhecer é arrependimento
É esquecimento
É fingimento para sobreviver...
A noite é escuridão... profunda.
- Meu amanhecer é noite... sempre.
Amanheceu.
- E agora?
Despeço-me do amor
Com qualquer canção barata ao fundo
Sobrecarregado com todas as desilusões de há tanto
E forçosamente cansado
De procurar entender o incompreensível
Despertei meio sem graça
Por não ver os degraus que procurava
E agora, confuso,
Sem saber se há chão, se há nuvens
Se caminho, ou se simplesmente flutuo.
Na realidade, não queria abrir os olhos
É tão agradável a profundidade da ignorância,
Da esperança sem sentido.
... Não há por que entender
Não há o que entender
Permita-me enxergar o cinza
Estou farto das outras cores
E não quero mais sentir.
Se possível quero vomitar todos os sentimentos
E tentar usufruir alguma leveza.
Mas, todos sabemos,
Não é possível.
Assim, despeço-me do amor
E viajarei para lugar nenhum
Sem pressa de voltar
Talvez para não mais voltar
Pois o destino é a estrada
A estrada é o caminho
Continuarei a caminhar
Só...
Basta.
Quero as pessoas de riso fácil
Com aquela felicidade agradável e despretensiosa
Que saibam como ninguém
Usufruir o belo da vida
Quero que me ensinem
A enxergar as infindáveis cores da alegria
Quero que me ensinem a ouvir
As sinfonias extrovertidas da natureza
Quero que me ensinem a tocar
A intangível sensação do amor
Quero que me ensinem a sentir todos os aromas
Os aromas do êxtase
Quero, finalmente quero,
Quero que me ensinem a quebrar o silêncio
Com estrondosos gritos de paz
Para que nesse momento sublime de união
Eu possa...
Para que possamos eternizar os sentidos
E caminharmos lado a lado
Com a completa certeza
Que de mãos dadas
Vale a pena viver.
A saudade é imortal
Porque o amor é infinito
E a distância
É uma estrada em círculo
Com o ponto de chegada
Sempre longe de você.
Há mesmo no silêncio
Tão calado da vida que segue
Um grito latejante, estridente
Buscando o amanhecer (triste semente)
Que espero, cultivo, trato
Mas repudio
Rompe assim, quase cautelosamente
O conflito que permeia minha existência
Inútil, fútil e desperdiçada
Que apesar de coloridos variados, persistentes
Esvai-se num quadro sem cor
Que agoniza na aurora desesperada.
Ah! Se meus dias amanhecidos
Controlados em minhas mãos pudessem ficar
Que poder eu teria! Que poder eu teria...
Em qualquer momento me despediria da esperança
Sem remorsos, sem alma, sem medo
Na escuridão, leito necessário – descansaria.
E se meu olhar de repente se entristecesse
Por não ver alegria neste chão repisado
(Não há nada para dizer neste silêncio rebuscado
São apenas ecos dos meus gritos sufocados
Vida que não vai, morte que não vem)
Então, no pó me envolveria, para sempre, para sempre
Me esqueceria e definitivamente ficaria calado, só.
Me desculpe
Eu não quero o novo.
Só quero a paz
De ver os dias passarem por si só
Sem pressão. Somente
Deixar os espaços se formarem naturalmente.
Só quero a alegria
De ver a vida crescer como um filho
Quase sem perceber, sem querer
Deixá-lo se transformar num homem, apenas...
Só quero o sonho
De ver o amor crescer em minha alma
Se expandir no silêncio da noite
E preencher meu ser plenamente.
Eu não quero o novo
Não quero pegar em nada
Não quero ter
Nada
Nada
Eu só quero ser
Ser um anônimo
Anônimo como a criação infinita.
Me desculpe...
Quando eu partir
Não guarde na lembrança o tempo
Nem uma imagem definida.
Não pense em mim sorrindo, chorando ou vencendo.
Pense apenas que também tenho saudades,
E que as vezes vem aquela ânsia de correr ao seu encontro.
Mas a distância dos nossos destinos nos desvencilha,
Resta sempre aquele horizonte antagônico à nossa volta
Onde percebemos o quão insignificante somos...
Há em cada cena uma partida
Um resto de sonho, uma ferida
Há uma mão erguida, balançando
Movida por uma força de ir, querendo ficar...
Tendo um caminho feliz, infeliz, não sei.
É simplesmente obscuro – são tantas portas!...
Mas lembre-se bem:
Quando a casualidade nos encontrar,
Ora, não venha com formalidades,
Não queira saber se estou bem, o que fiz, porquê voltei...
Imagine que dormimos em atmosferas diferentes
E que um único sol nos despertou.
E o simples fato de estarmos aqui
A partir deste momento,
Já é o bastante.
Sim, se ficarmos muito interessados no ontem
Perderemos tempo precioso do hoje,
E hoje podemos ser muito mais felizes.
Basta um sorriso para renascer a alegria
A alegria de estarmos juntos
Novamente...
Se eu partir
Não esqueça da minha alma.
Saiba, moro em você...
Irei com aquela dor no peito
Este sentimento que calo dentro de mim,
Num egoísmo sem sentido...
Sei da minha ansiedade
Do medo de dar novos passos
De conhecer novos caminhos
E sentir que não terei você (solidão)...
Mas se eu voltar um dia,
Dê-me um sorriso,
Com os olhos brilhando de alegria
E diga-me da saudade que sentira,
Num gesto natural, tente conter essa lágrima
E recolha-se junto a mim (no pensamento)
Porém se for insuportável este claustro
Lembre-se do horizonte ao seu alcance
E imagine que estou naquela montanha longínqua,
Esperando você.
Saiba ainda que para mim não importa este tempo,
Só necessito que mantenha intacto
Este sentimento recíproco,
Puro e único:
O nosso amor...
*-*-*-*-*-*-*
Quando pensamos que os nossos sonhos
Podem se tornar realidade...
Imagine que viajou para um lugar desconhecido
E não lembra o caminho;
Quando acontecer algo bom,
Imagine que encontrou o caminho
De algum sonho esquecido...
Estou precisando do seu aconchego
De abraçar o seu corpo
E caminhar...
Preciso achá-la novamente
Nesta floresta negra,
O mundo urbano em que me encontro.
Necessito do carinho
Da respiração ofegante
O desejo louco, sem sentido,
Apoderando-se dos nossos corpos...
Meu horizonte é esses olhinhos seus
Esbanjando felicidade quando encontram com os meus,
Fazendo esquecer-me da solidão
Que por um pequeno tempo
Desprendeu-se de mim
Deixando-me liberto
Deste claustro íntimo...
Ouça: volte, abraça-me novamente
Beija-me, deixa-me contente
Vamos seguir nosso caminho,
Juntos, para sempre.
Procuro alguém
Que não tenha vaidade,
Mas que saiba se cuidar.
Que não tenha orgulho,
Mas saiba se dar valor.
Que não confunda libido com amor
Que não cultive o corpo,
Mas sim a busca de sabedoria.
Procuro alguém,
Que ainda tenha nos olhos
Aquele brilho singelo e verdadeiro,
Que seja calma, extremamente calma,
Tal qual essas noites de lua cheia.
Que queira caminhar
Sem pretender chegar a lugar algum
E que goste de mim a todo o momento
Juntado-se num só pensamento
Num só coração
Que me ensine o amor e o perdão
Fazendo do minuto a eternidade
Deste sonho a realidade
Do meu silêncio, um lindo canto
E do nosso encontro,
Nascer a poesia...
23.9.06
Pessoas
Ah! Se eu pudesse decifrar suas palavras
E descobrir o segredo dos seus olhos
E captar essa beleza, essa pureza
Que é o sorriso seu...
Sentir a delicadeza da sua face
Que vagueia constantemente em sonhos,
No silêncio do meu pensamento
E no tempo que nos distancia...
Tudo ganharia novo significado
Em minha vida agora vazia
Ah! Se eu estivesse ao seu lado
Transformaria tudo em poesia...
Restam agora nossos caminhos
Com sentimentos indefinidos e desencontrados.
Talvez no infinito longínquo, no horizonte que não vemos
Lembraremos com saudades, de tudo o que perdemos...
FRANCESCO (Nilson Oliveira)
Quero uma casa cheia de sorrisos
Com a porta da alegria sempre aberta
Cores de felicidade nas paredes
E um arco-íris em cada janela
Para que em cada passo seu
Haja um abraço meu
Só para te contentar.
Naquele tempo seu chorinho será doce melodia
A embalar os meus dias.
E que exultação será
Quando sem mais nem menos
Teus olhinhos brilharem de carinho.
Conto o tempo ansioso e aguardado
Preparando o coração do nosso lar
Com todo o amor que existePara ser seu quando você chegar...
JULIANA (Nilson Oliveira)
Por onde você passa deixa rastros de flores e saudade
E por mais que admire a imensidão do céu
Sempre me surpreendo com o seu brilho de estrela.
Ao mesmo tempo, como árvore frondosa,
Oferece sombra agradável aos que te cercam.
Procuro descanso no seu jardim
E fecho os olhos para não precisar
Da sua imagem e presença
Vou me sustentando apenas
Com os ecos das suas palavras
Que como passarinhos de liberdade
Na felicidade fazem ninho.
Assim vou usufruindo dos caminhos de sossego
Com sua companhia de paz.
Persigo seus rastros,
Me alimento dos seus aromas
E fujo dessa saudade,
Alegrando-me com os dias que passam
Refletindo seu sorriso pela vida!
CRISTINA (Nilson Oliveira)
Assim como um escultor
Vou juntando e formando os seus traços.
Vou pensando em cada detalhe da sua beleza.
Com esforço, busco talhar o encanto do seu olhar
Que persigo fascinado em minha imaginação.
E como é exuberante e encantador o seu sorriso
Que expressa infinitos matizes de alegria.
Admiro calado, bem calado
A ternura e a delicadeza da sua silhueta
Que vejo quase sempre atrás de mim
No vazio dos meus sonhos
Todos preenchidos por você, somente.
Que sonhos, quantos e inumeráveis sonhos...
Assim como um pintor
Vou produzindo tantos quadros de felicidade
Com todas as cores da sua presença
Completando todos os espaços em branco
Da minha vida,
Todos emoldurados em infinitos caminhos
Que guardo para usufruir com você.
Mas, quantos descaminhos
Quantos desencontros – Quantos...
Como um compositor, vou criando
Melodias inefáveis com os sons de sua
Doce voz, que quero sempre ter
Como sinfonia em meus ouvidos
Para que, mesmo neste silêncio de espera,
Tão longo, tão imenso
Eu possa preencher todos os espaços
Com a certeza de que um dia,
Mais do que uma escultura, um quadro, uma melodia,
Você seja a minha perfeita realidade...
HOSANA (Nilson Oliveira)
Quando eu me calar
Não pense que me esqueci das palavras
É que de repente percebi
Que todo este silêncio
E esta distância que nos separa
Transformam-se em nada
Quando faço e refaço
Vez após vez
A sua imagem em minha mente.
É por isso que
Quando notares a calmaria da lua
Perceberás que é fútil essa correria
E se ouvires um grito na rua
Com certeza sentirás que
Agora sim, é meu pensamento
Que nesse momento
Chamou por você...
ELAINE (Nilson Oliveira)
Eu começaria com os olhos
Que ainda preservam a valiosa luz da sinceridade.
Mas não posso conter a admiração pelo sorriso
Repleto de esperança.
Assim, me concentro em tal sorriso
Mesmo que contido
Mesmo que discreto
Mas que esbanja otimismo.
E procuro ver através dele
Toda a beleza que existiria
Diante de tal alegria de ver a vida.
Esforço-me em acompanhá-la,
Sigo seus passos que refletem confiança e dignidade
E me satisfaço neste caminho de paz,
E até sonho com todos os jardins
Que existiriam cultivados por suas mãos de amor.
Siga, siga radiante pelo seu futuro de êxito!
E cante, cante as criações do amanhã!
Construindo com carinho
A possibilidade de tempos de felicidade!


